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Tipos de Escadas para Casas, Passo a Passo!

As escadas mais comuns para casas são a “escada em U”, a “escada em L” e a “escada reta”. Cada uma delas tem uma característica especial na composição do ambiente, vejam no banner abaixo as três escadas:Escadas Casas Escada Reta L U Pedreiro Pedreirao

Escada em U

Esse é um tipo de escada que ocupa maior área do ambiente e pode ser projetada na divisa com uma parede ou no meio da casa dividindo dois ambientes, como sala de jantar e sala de estar, ou sala de jantar e sala de TV. Essa é a característica mais interessante dessa escada!
Macete 01: Escolha muito bem os materiais de acabamento da escada U que divide ambientes. Ela deve fazer parte da composição da decoração dos dois. Se ela se destacar toda a decoração se destaca, mas se for o contrário, por mais que sua decoração seja  elegante o que vai destacar será falta de beleza da escada.
Agora, veja uma imagem em tamanho grande da planta e elevação dessa escada. Os projetos tem cotas (dimensões) para que vocês observem o quanto as escadas ocupam de espaço.
Lembrem-se que a largura mínima indicada de uma escada para uma casa é de 80cm, nesse exemplo a largura é de 100cm (1 metro).
escada u pedreirao
Para o exemplo temos um desnível de 288cm (laje a laje) para ser vencido.
escada u corte pedreirao

Escada em L

Escada em L nos traz a sensação que deve ficar no canto, o que não é verdade. Os projetistas tem fantásticos projetos com escadas em L no meio de ambiente.
Mesmo tendo que ficar no canto de paredes, nem por isso ela deixa de ser uma escada bonita, ainda mais quando a sala tem um pé-direito duplo e a escada chega em um mezanino no pavimento superior.
Em residências com menor espaço, como casas geminadas de dois pavimentos (sobrados) as escadas em L também são muito utilizadas para ganhar espaço.
Macete 02: O espaço embaixo do segundo lance da escada pode invadir o espaço de algum banheiro, lavado ou área de serviço.
Escada L pedreirao

Essa é uma escada em L simétrica, ou seja, a escada está dividida ao meio, cada parte do L tem o mesmo tamanho. Entretanto esse formato pode variar. O primeiro lance pode ser mais curto e o segundo lance mais comprido,  ou vice-versa, vai depender do seu projeto e do espaço disponível.
Escada L corte pedreirao

Escada Reta

A escada reta é a que ocupa menor área do ambiente. É indicada para salas muito estreitas, em formato retangular.
Macete 03: O espaço embaixo desse tipo de escada pode ser muito bem aproveitado para colocar um móvel, um bar, ou aproveitar para fechar esse espaço com armários.
escada reta pedreirao

Para o uso no dia-a-dia esse tipo de escada é o que demanda maior esforço dos moradores porque não tem patamar intermediário de descanso.
No exemplo temos novamente um desnível de 288cm (laje a laje) para ser vencido. O piso é de 28cm e o espelho de 18cm. Veja a elevação:
escada reta corte pedreirao

Materiais das Escadas

O acabamento das escadas tem que ser surpreendente e pode ser feito com vários materiais. Os mais comuns são o concreto, o aço,  as madeiras e as pedras. No guarda corpo também utiliza-se os vidros temperados, tubos de aço e tubos inox.
Uma boa combinação dos elementos deixa a escada mais leve, bonita e em harmonia com o ambiente. O resultado disso tudo é a sua casa ainda mais incrível.
Para que a escada seja confortável ela deve ser bem calculada e dimensionada. Veja nesse link como fazer isso, clique aqui!
Abraço a todos!
Pedreirão.

Cálculo de Escadas, Passo a Passo!

Amigos, o cálculo de escadas gera muitas dúvidas em todos os profissionais. Entretanto, a partir do momento que entende-se o procedimento de cálculo fica muito fácil e você pode calcular qualquer escada, independente da sua forma.

As escadas são compostas dos seguintes elementos

Piso: é a superfície horizontal aonde pisamos ao subir uma escada. São conhecidos também como degraus da escada.
Espelho: é a superfície vertical entre um piso (degrau) e outro. É onde batemos com a ponta do nosso pé ao subir uma escada.
Patamar: é a superfície horizontal mais cumprida que os pisos (degraus). Servem como descanso ao subir uma escada que vence uma grande altura. Nem toda escada possui patamar. Escadas que vencem alturas a partir de 2,90m devem possuir patamar intermediário.
Guarda-corpo: é o elemento vertical que serve de proteção para as pessoas não caírem ao subir ou descer uma escada.
Corrimão: é um elemento presente no guarda-corpo que serve para as pessoas apoiarem as mãos ao subir ou descer uma escada.
Veja os elementos na imagem abaixo:
escada-elementos-piso-espelho-detalhe-pedreirao-650x366-banner
Antes de começarmos a falar de como calcular uma escada, vamos ao primeiro macete:
Macete 01: Jamais calcule uma escada pela sua Diagonal! É fazer e errar!

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O Cálculo das escadas se divide em duas etapas:
01. Cálculo do conforto da escada
02. Cálculo da quantidade de pisos e espelhos

Etapa 01: Cálculo do conforto da escada

Para o cálculo do conforto de escadas (ao subir ou descer) utilizamos a Fórmula de Blondelque é uma relação entre o tamanho do piso e do espelho da escada. O piso de uma escada comum varia de 25cm a 30cm e o espelho entre 16cm a 18cm. Vejam a fórmula e um exemplo abaixo:

formula-blondel-escada-pedreirao-650x366-banner
Leitura da Fórmula de Blondel: a soma de dois espelhos mais um piso é maior que 63cm e menor que 64cm.
Assim, se uma escada terá um piso = 28cm (mínimo exigido pelo Corpo de Bombeiros), qual será o seu espelho?
2E + P = 64
2E + 28 = 64
2E = 64 – 28
2E = 36
E = 18cm
Ou seja, o espelho (E) da escada será de 18cm.
Essa foi a primeira etapa, nela definimos que a escada do exemplo terá um Piso (P) = 28cm e um Espelho (E) = 18cm. Guarde esses valores porque vamos utilizá-los na Etapa 02.
Macete 02: As escadas comuns tem pisos (P) entre 25cm e 30cm. O Corpo de Bombeiros geralmente indica um piso de 28cm no mínimo.

Etapa 02: Cálculo da quantidade de pisos e espelhos

Agora vamos determinar quantos pisos e quantos espelhos terá a nossa escada, a partir da Altura vertical que temos que vencer do primeiro para o segundo pavimento.
Por exemplo, se a casa tem uma Altura (H) = 288cm do piso do 1 pavimento ao piso do 2 pavimento, qual será o número de espelhos?

Número de espelhos

Num. E = H/E
Num. E = 288/18
Num. E = 16
Ou seja, a escada terá 16 espelhos de 18cm de altura cada.
onde:
Num. E = número de espelhos
H = Altura do 1 pavimento ao 2 pavimento.
E = espelho
Macete 03: Piso a Piso é a distância vertical do piso do primeiro pavimento ao piso do segundo pavimento. Não é o pé-direito. Pé direito é a distância de piso a laje.
Por fim, nos resta calcular o número de pisos da escada. O número de pisos é o número de espelho menos 1, veja:

Número de pisos

Se o número de espelhos da nossa escada é 16, qual será o número de pisos? 15.
Num. P = Num. E – 1
Num. P = 16 – 1
Num. P = 15
Ou seja, a escada terá 15 pisos (degraus) de 28cm de comprimento.
onde:
Num. P = número de pisos
Num. E = número de espelhos

Resumo

Em resumo, a escada do exemplo terá:
– 15 pisos com 28cm de comprimento;
– 16 espelhos com 18cm de altura;
– Para vencer uma distância vertical do piso do 1 pavimento ao piso do 2 pavimento de 288cm.
Veja um croqui da escada que tomamos como exemplo:
escada projeto
escada reta

Largura das escadas

A largura mínima de uma escada de uma edificação residencial unifamiliar (escada de uma casa de dois ou três pavimentos, escada interna de uma cobertura de prédio) deve ser de 80cm. A escada de exemplo está com 100cm de largura, repare na imagem acima.
A largura de escadas de edificações comerciais e residenciais multifamiliares (prédios) devem ser calculadas de acordo com a legislação do Corpo de Bombeiros de cada Estado brasileiro, que considera o fluxo de pessoas na edificação. A largura dessas escadas é a partir de  110cm.
Esse é um tema mais complicado de absorver as informações, mas com atenção e treino fica fácil calcular qualquer tipo de escada.

Experimente Você!

Experimente agora calcular uma Escada Reta para vencer uma altura H=300cm (3 metros) com piso de 30cm de largura.
Macete 04: Tem uma “pegadinha” nesse exemplo! O motivo é para você aprender definitivamente a calcular qualquer escada!
1. Qual o altura do espelho?
2. Qual o número de espelhos?
3. Qual o número de pisos?
4. Qual o comprimento da escada sem patamar intermediário?
Se você utilizar o passo a passo vai encontrar os seguintes valores:
1. 2E + 30 = 64 >>> E= 17cm de altura
2. Num.E = H/E = 300/17 = 17,64
Pergunta: O numero de espelhos pode ser fracionado? NÃO! Deve ser um numero inteiro!
Logo, devemos inverter o valor da Altura do Espelho (E) com o Numero de Espelhos (Num.E).
Num.E = 17 e E = 17,64cm
Macete 05: A altura do Espelho (E) pode ser um numero fracionado. O Numero de Espelhos (Num.E) não!
Respostas definitivas:
1. E = 17,64cm
2. Num.E = 17 espelhos (=300/17,64) [o número de espelhos deve ser um número inteiro]
3. Num. P = 16 pisos de 30cm de largura
4. Comprimento da escada = 480cm (16 x 30cm)

Calculamos sua Escada!

Planta baixa + Elevação + Detalhamento + Memória de cálculo
Clique no link abaixo e veja mais detalhes.
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Se você ainda tiver alguma dúvida, encaminhe um email para pedreirao@pedreirao.com.br.
Deixe um comentário abaixo! :)

Normas Técnicas de Referência

ABNT NBR 13532:1995 – Elaboração de projetos de edi ficações – Arquitetura
Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros Militar

Abraço a todos!
Pedreirão.
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PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) USADOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

epi

A construção civil é um local onde ocorrem muitos acidentes. A forma mais eficaz de evitar tais acidentes é a colocação de proteções coletivas.

A NR 6 não nos deixa dúvida quando o assunto é a prioridade do tipo de proteção. Segundo a NR 6 o EPI precisa ser fornecido:

– Quando as medidas de ordem geral não ofereçam proteção suficiente;
– Enquanto as medidas de proteções coletivas estiverem sendo implantadas;
– Para atender situações de emergência.


DIFICULDADES PARA IMPLANTAÇÃO DE PROTEÇÕES COLETIVAS


O grande problema é que nem sempre é possível fazer uso de proteções coletivas por uma série de fatores, os mais comuns são:

– Impossibilidade técnica: Ás vezes o local não comporta a instalação de proteções coletivas.
– Inviabilidade técnica: Ás vezes a instalação de proteção coletiva até é possível, mas, é inviável. O motivo mais comum é por que o ambiente de trabalho na construção civil é mutável, por isso, nem sempre vale a pena investir em uma benfeitoria que não ficará de forma permanente.

Um bom exemplo acontece com o risco de queda de matérias, usam-se as plataformas de proteção para evitar que os objetos caiam sobre os funcionários. Ora, se fosse possível fazer uma área coberta em todo perímetro da obra seria dispensável o uso do capacete.

Como tal proteção é possível, porém, inviável, o uso do capacete de segurança se faz obrigatório.


PRINCIPAIS EPI USADOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL


– Capacete de segurança: Usado para fornecer proteção para a cabeça contra impactos causados pela queda de objetos e materiais.

– Protetor auditivo tipo plug: Muito usado para controlar a exposição ao ruído.

– Protetor auditivo tipo concha: Muito usado para controlar a exposição ao ruído. O preferido pelos profissionais que atuam na betoneira, pois dificulta do plug a entrada de sujeira na audição.

– Botina de segurança: Fornece segurança para os pés contra perfurações causadas por pregos e outros, proteção contra queda de objetos (bico de aço), evita que o trabalhador seja vítima de escorregões.

– Máscara para poeira: Proteção contra poeiras provenientes de corte de tijolos, cerâmicas, etc. Proteção contra o pó proveniente de madeira.

– Máscara para produtos químicos: Usada por todos os atingidos pelo pó de cimento gerado na betoneira. Muito usada também para proteger contra os químicos na pintura.

– Cinto de segurança tipo pára-quedista: Indicado para proteção em trabalho em altura. Vale lembrar que trabalho em altura é todo trabalho acima de 2 metros de altura (NR 35.1.2).

– Luva de raspa: Para proteção em trabalhos onde haja risco de corte ou para trabalhos com risco de lesão. Muito usado no carregamento de ferros e vergalhões…

– Luva de látex: Muito usado por pedreiros para evitar contato com cimento, argamassa, etc. O ponto negativo desse EPI é a resistência que é baixa.

– Viseira de proteção: Serve para proteção contra partículas em projeção. Muito usado em serras circulares, lixadeiras e policortes.

– Óculos de proteção: Serve para proteção contra partículas em projeção.
Tem uma desvantagem perante a viseira. Os lados dos óculos têm pequenos espaços que podem permitir a passagem das partículas.

– Filtro solar: Esse não é EPI, mas é muito importante para proteção contra raios solares. Deve ser usado pois as normas de segurança não exigem apenas EPI. Exigem que a empresa promova medidas de segurança, a empresa então, adota a mais indicada.

NÃO É EPI:

Não é equipamento (EPI) é produto! Não o considerado de uso individual. Responda-me uma coisa, quando você vai à praia ou a uma piscina para se proteger do sol usa protetor solar (se tiver juízo), e se alguém te pede um pouco do seu protetor (embalagem), você dá ou não?

Logo vimos que não é um produto individual, se fosse você não daria. Logo não é EPI, por não ser equipamento, e muito menos é individual.

CONCLUSÃO

O trabalho na construção civil é um dos que mais matam atualmente precisamos trabalhar para  virar essa página. CIPA, SESMT e liderança precisam trabalhar juntos a causa da prevenção de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. A união faz a força!

E você quais EPIs acrescentaria a essa lista?


Colaboração: Maria Lima – Unidade Itabirito.

Quais os tipos de EPI e suas funções?

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25 de novembro de 2014 - 4 Comentários
O uso de equipamentos de proteção individual (EPI) é essencial para a saúde do trabalhador. Esses dispositivos previnem acidentes e a incidência de doenças ocupacionais. Confira, abaixo, quais são os principais tipos de EPI, suas funcionalidades e a importância de seu uso no local de trabalho.

flickr.com / AlexKosevA utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) é fundamental para a saúde do trabalhador.

EPI para proteção da cabeça

  • Capacete aba frontal e Capacete aba total: usados para proteger a cabeça do trabalhador contra impactos causados em quedas ou projeção de objetos. Também previne queimaduras, choques e protege dos raios solares;
  • Capacete aba frontal com viseira: usado para proteger a cabeça e o rosto de empregados expostos projeções de partículas.

EPI para proteção dos olhos e face

  • Óculos de segurança com lente incolor ou com lente de tonalidade escura: usados para proteger os olhos em ambientes que oferecem risco de impacto mecânico, partículas projetadas e raios ultravioletas.

EPI para proteção dos ouvidos

  • Protetor auditivo tipo concha ou de inserção (plug): protegem os ouvidos contra ruídos muito altos ou excessivos.

EPI para proteção do nariz

  • Respirador purificador de ar (descartável), Respirador purificador de ar (com filtro) ou respirador de adução de ar (máscara autônoma): protegem as vias respiratórias.

EPI para proteção dos membros superiores

  • Luva isolante de borracha: confere proteção à mãos e braços contra choques em situações em que o trabalhador entra em contato com circuitos elétricos energizados;
  • Luva em raspa e vaqueta (mista): protege mãos e braços contra materiais abrasivos e escoriantes;
  • Luva em vaqueta: protege mãos e punhos contra materiais abrasivos e escoriantes;
  • Luva em borracha nitrílica: protege mãos e punhos contra produtos químicos e biológicos;
  • Luva em PVC: protege mãos e punhos em recipientes que contenham produtos como óleo, graxa, solvente e ascarel.

EPI para proteção dos membros inferiores

  • Botas de couro (cano médio): protegem pés e pernas contra torções, escoriações, derrapagens e umidade;
  • Botas de couro (cano longo): protegem pés e pernas contra animais peçonhentos, bem como torções, escoriações, derrapagens e umidade;
  • Botas de borracha (cano longo): protegem os pés e as pernas da umidade, possíveis derrapagens e ação de produtos químicos;
  • Perneira de segurança: usada para proteger as pernas contra qualquer objeto cortante e contra o ataque de animais peçonhentos.
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Tipos de ferramentas manuais - reformas e construção

Tipos de ferramentas manuais utilizadas na construção
Para fazer pequenos reparos ou instalações elétricas e hidráulicas em casa ou no escritório e, até mesmo, montagem e desmontagem de móveis, é necessário trabalhar com ferramentas adequadas para executar o serviço com melhor qualidade.

As ferramentas manuais são utilizadas como extensão da mão do homem, a fim de facilitar as tarefas executadas, diminuindo a força empregada, o tempo gasto e protegendo dos riscos de acidentes.

Elas são utilizadas em todos os lugares, desde as oficinas, fábricas e até mesmo no lar, para a realização de pequenos consertos e algumas tarefas mais simples. Atualmente o uso destas ferramentas é quase imprescindível.

Na escolha ou compra, é necessário atentar-se à procedência e qualidade das mesmas para que não causem acidentes. É recomendável também o uso de equipamentos de proteção individual (EPI), como óculos de proteção e luvas, que garantem o mínimo de riscos de acidentes.

Abaixo é possível conhecer os principais tipos de ferramentais manuais mais utilizados:

Chave phillips – Também conhecida como chave de fenda cruzada, é utilizada no aperto de parafusos com a cabeça de estrela.

Chave de fenda – Ela é utilizada em pequenos reparos ou aperto de parafusos.

Chave allen – São chaves para parafusos com sextavado interno. Com o perfil do corpo em “l”, possibilitando o efeito alavanca durante o aperto ou desaperto de parafusos.

Chave torx- É desenvolvida para serviços com parafusos “torx”, que são muito utilizados em automóveis. Com seu formato parecido com uma estrela, possuem seis pontos de apoio para o aperto ou desaperto do parafuso.

Chave de boca – Serve para apertar porca e parafusos de cabeça sextavada.

Alicates – É uma ferramenta articulada que serve fundamentalmente para multiplicar a força aplicada pelo usuário no objeto desejado. 

Martelos - É utilizada para golpear objetos. Ela possui o uso variado, indo desde a medicina, carpintaria e indústria pesada.

Serras e serrotes – Destinados principalmente para o corte de madeiras. Existem também no mercado modelos específicos para corte e poda de galhos. Para corte de diferentes materiais, é necessário observar o tipo, afiação e travamento dos dentes que facilitarão o processo de corte.

Formões - Servem para cortar e entalhar em madeira, com o auxilio do martelo. Depois de usado, deve ser guardado em local seco, para não danificar o cabo de madeira e a lâmina de aço, que deve ser mantida sempre afiada.

Tesouras – Existem diversos tipos de tesouras. São utilizadas desde corte de ferros de construções, vergalhões, cabos até manutenção e montagem de peças.

Estiletes e Lâminas – São instrumentos de cortes, muito utilizado para artesanato, construções, reformas e acabamentos.  Requer habilidade e firmeza em seu manuseio para que não se torne um aliado perigoso

Muitas das ferramentas que fazem parte da rotina de uma oficina mecânica parecem simples de utilizar, afinal, são instrumentos que servem para serviços em geral, inclusive feitos em casa. Mas na verdade, não é bem assim. Mesmo as ferramentas convencionais precisam de orientação na hora da utilização, pois podem colocar em risco toda a qualidade do trabalho efetuado e ainda causar sérios acidentes com os usuários.
A primeira recomendação do instrutor técnico do SENAI-Conde José Vicente de Azevedo Ipiranga-SP, Valdemar de Lima, é sobre a aquisição dos produtos. "Sempre que for comprar ferramentas para sua oficina, procure marcas conhecidas, que desenvolvem produtos de qualidade e forneçam garantia. Isso vai assegurar a qualidade do serviço prestado ao seu cliente", afirma.
Antes de começar um serviço, certifique-se de que todas as ferramentas necessárias estão em mãos, além disso, analise o estado da peça, limpeza e aferição. A organização em maletas, armários ou carrinhos personalizados é fundamental para facilitar a busca das ferramentas corretas e prevenir que sofram danificações.
 Não pode faltar na sua oficina
• Alicates
• Chave de Boca
• Chave em L
• Chave Torx
• Martelos em geral
• Chave de fenda
• Chave estrela
• Chave hexagonais (Allen)
• Chaves combinadas
• Chaves Philips ou de fenda cruzada
• Manivela
• Catraca

• Cabo de força
• Desandador
• Macho para roscas internas
• Cocinetes para rocas externas
• Soquetes
• Torquímetros
• Goniômetro para torque ângulo
• Relógio comparador
• Micrometros
• Manômetros 
• Paquímetros
• Calibre de raios, lâminas e roscas.
Ao utilizar qualquer ferramenta, se posicione corretamente: apóie bem o corpo nas pernas e mantenha os pés separados. Use óculos de proteção e luvas se for necessário.
Em geral, todo serviço feito fora do veículo deve ser feito em cima de uma bancada apropriada, com a ajuda de um torno de bancada (morsa) necessário. para a fixação das peças ou componentes para que o técnico tenha mais firmeza na hora de fazer um trabalho. Mas lembre-se de prestar atenção se os mordentes (protetor) estão no lugar certo para não danificar as peças.
As ferramentas mais comuns, não só nas oficinas, são as chaves de fenda e as chaves combinadas. Geralmente produzidas em aço cromado ou forjado, dependendo da aplicação, as chaves é necessário verificar alguns pontos antes de escolher com qual vai trabalhar. "A cabeça do parafuso e o tipo da fenda são sempre referências em relação ao tipo e ao tamanho da chave que sra utilizada", observa o técnico.
"Jamais utilize uma chave de fenda como alavanca, conheço mecânicos que sofreram sérios acidentes por conta disso", alerta Valdemar.
Cuidados com chaves de fenda:
- Utilize a chave de fenda somente para apertar ou desapertar parafusos
- Não afie a ferramenta no esmeril, para evitar que perca suas características técnicas como dureza e resistência, o que pode causar a quebra da chave ou um acidente com o usuário
- Verifique se a ferramenta está em condições de uso, sem apresentar trincas no cabo ou arredondamento das arestas na ponta da chave, causados por uso incorreto da ferramenta, impactos ou na utilização em parafusos de diâmetro diferente do especificado. Nesses casos, substitua por uma nova
- Aplique periodicamente uma fina película de óleo lubrificante na chave para proteger sua superfície.
* Fonte: Gedore
Em relação às chaves de boca, na hora que for soltar o parafuso, sempre utilize a chave fechada da ferramenta combinada para não estragar a porca, o parafuso ou até mesmo a chave. Lembre-se de segurar bem a peça.
Se o parafuso estiver espanado, deve ser substituído. "Existem algumas ferramentas específicas para tratar de casos como o de um parafuso quebrado dentro do componente, sem danificar a peça, como a ferramenta macho-rosca-esquerda".
 
Use um cabo de força se precisar soltar uma porca ou um parafuso muito apertado, como os de alto torque. Esse instrumento reduz a força que o técnico tem que fazer e facilita a retirada do elemento. Na linha pesada o multiplicador de torque é muito usado para remover ou apertar torques elevados.
Existem no mercado vários tipos de alicates, tipos de ferramentas essenciais no trabalho do mecânico, são eles: alicates de travas internos e externos, alicates universais, alicates de corte, de bico e de bico curvo bomba d'agua. "Cada um tem uma utilidade diferente. Quando for remover travas, segure a peça para limitar o deslocamento e evitar que escape e seja arremessada. Isso pode machucar o técnico", avisa.
Cuidados com os alicates:
- Não utilize o alicate para bater, soltar parafusos ou arrancar pregos
- Não segure peças próximas da região que for soldada, pois pode aquecer demasiadamente a mandíbula e danificar de forma irreversível o tratamento térmico aplicado no alicate
- Aplique periodicamente uma fina película de óleo lubrificante nas partes metálicas do alicate para proteger sua superfície
- Evite quedas, isto pode danificar sua isolação
- Guarde o alicate em ambientes secos e longe de objetos ou ferramentas pontiagudas e cortantes.
* Fonte: Gedore
Para trabalhar com os soquetes, é necessário utilizar alguns acessórios, como catraca, manivela, cabo T, junta universal, extensão e o próprio torquímetro. São apresentados em vários tipos e tamanhos - reforçados, dodecagonal, estriado - o que exige do mecânico atenção redobrada. Para a utilização de chaves pneumáticas usar sempre soquetes de impacto.
 
Segure firme e encaixe a ferramenta corretamente no soquete e este no parafuso, assegurando que estão perfeitamente encaixados antes de começar o serviço, garantindo assim a prevenção de acidentes. Antes de começar a apertar com o soquete, rosqueie o parafuso com a mão.
Torquímetro
O torquímetro tem a função de controlar e aplicar o aperto exato em componentes de fixação, como porcas e parafusos. O cuidado com o equipamento é um dos quesitos essenciais para que o trabalho tenha qualidade.
Em primeiro lugar, é importante procurar um produto de boa procedência e marca conhecida, para exigir garantia e assistência técnica se necessário. O técnico deve estar treinado e preparado para usar o equipamento. Faça as calibrações e aferições a cada seis meses por empresas recomendadas pela fábrica.
Dicas para o torquímetro:
- Não submeta o equipamento a impactos

- Armazene em local arejado, sem umidade

- Faça limpeza externa, mas não coloque graxa ou óleo

- A limpeza interna deve ser feita por uma empresa especializada na hora da calibração.
Faça manutenção também se o aparelho sofrer quedas, impactos etc.
Os torquímetros são apresentados em vários tamanhos, condicionados a capacidade de torque do parafuso a ser trabalhado. Ajuste o torque prescrito até escutar o aviso, que pode ser sonoro, com luz, digital, com ponteiros, etc.
O torquimetro de precisão, indicado para torques muito baixos. "Antes de utilizar, zere o relógio principal e vai monitorando até o outro ponteiro alcançar o torque especificado", explica.

Cuidados com as ferramentas:
- Cheque se não tem rebarbas
- Veja se as partes estão bem fixas (parafusos, porcas, molas etc)
- Deve estar bem seca
- Veja se está em condições de uso (não use chaves desgastadas, facas sem cortes, cabos trincados etc)
- Em ferramentas específicas para isolação, a gravação de 1000V deve estar bem legível
- Cada tipo exige cuidados específicos de conservação, porém, todas devem ser limpas e lubrificadas para evitar oxidação
- Armazenamento incorreto causa acidentes
* Fonte: Corneta
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IMC
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